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Abstract

<jats:p>A Política Estadual Cearense de Linguagem Simples, instituída pela Lei nº . 18.246/2022, é muito mais do que um conjunto de técnicas de redação oficial. Trata-se de uma iniciativa ético-política que reconhece o direito de compreender como fundamento essencial para o exercício da cidadania. Ao propor a democratização e a decolonização da comunicação pública, esta política tensiona a lógica de eficiência administrativa que frequentemente reduz o cidadão a mero destinatário de informações, reposicionando-o como sujeito ativo no espaço público. Mas como uma política de linguagem simples pode contribuir efetivamente para o desenvolvimento da cidadania de seus destinatários? Esta obra examina o percurso de criação da política cearense, desde seu diagnóstico inicial até sua consolidação legislativa, revelando as disputas e os fundamentos que a sustentam. Ao articular conceitos como cidadania comunicativa, democracia participativa e decolonialidade, o autor demonstra que a clareza na comunicação estatal não é um detalhe técnico, mas um instrumento de justiça epistêmica e inclusão social. Mais do que uma análise acadêmica sobre uma política pública pioneira, este livro é um convite à reflexão sobre o papel da linguagem na construção de uma sociedade mais democrática e plural. A experiência do Ceará mostra que, quando o Estado se compromete a falar de forma acessível, ele não apenas informa:, ele reconhece, inclui e fortalece a própria democracia.</jats:p>

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Keywords

política como linguagem mais cidadania

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