Abstract
<jats:p>Este livro convida o leitor a repensar a alfabetização para além de métodos e técnicas. A partir dos fundamentos da Teoria Histórico-Cultural, a obra propõe compreender a leitura e a escrita como atividades formadoras, nas quais linguagem, mediação docente e desenvolvimento do pensamento se articulam de modo indissociável. Ao longo dos capítulos, o leitor é convidado a refletir sobre o papel do professor como mediador intencional, capaz de organizar situações de ensino que mobilizam sentidos, ações e motivos para aprender. Alfabetizar “em atividade”, conceito constituído no percurso de sua pesquisa de pós-doutorado, significa compreender que a criança se apropria da leitura e da escrita quando participa de práticas culturais vividas, orientadas e socialmente significativas, mediadas intencionalmente pelo ensino. Este livro resulta de um diálogo rigoroso com a Escola de Vigotski e encontra em Davidov um referencial para compreender o ensino como condição do desenvolvimento. Ao assumir a alfabetização como atividade de estudo, a obra defende que aprender a ler e escrever implica agir intelectualmente sobre a linguagem, compreender suas relações e produzir sentidos. Nessa perspectiva, o ensino não acompanha o desenvolvimento, mas o orienta, exigindo uma mediação docente consciente e intencional. Destinado a professores, formadores e pesquisadores, este livro articula reflexão teórica e possibilidades de organização do ensino, apresentando, entre elas, a criação de mini-histórias, inspiradas em Fochi, como um caminho para alfabetizar “em atividade”, em diálogo com os tempos, os sentidos e as experiências da infância.</jats:p>