Abstract
<jats:p>A obra apresenta um panorama da ambientalização curricular como campo em consolidação na Educação, articulando mais de duas décadas de investigações, redes colaborativas e experiências institucionais na América Latina. Partindo de um resgate histórico-conceitual, o livro evidencia como a inserção da dimensão socioambiental no ensino superior evolui de iniciativas pontuais para um movimento sistêmico, que atravessa currículo, pesquisa, extensão e gestão universitária e agora a educação básica. Ao longo dos capítulos, a ambientalização é compreendida como processo complexo, interdisciplinar e ético-político, voltado à formação de sujeitos comprometidos com a sustentabilidade e a justiça socioambiental. A obra enfatiza a necessidade de romper com a fragmentação curricular, propondo práticas que integrem saberes, afetos e ações, ao mesmo tempo em que destacam o papel das redes acadêmicas internacionais na construção de indicadores, metodologias e políticas institucionais. O livro avança ao tensionar os limites dessas experiências, evidenciando fragilidades como a dependência de atitudes individuais e a insuficiente institucionalização das políticas ambientais nas instituições educativas. Nesse movimento crítico, reafirma a urgência de transformar a cultura educacional frente à crise climática, convocando universidades e escolas a assumirem uma função social ampliada. Por fim, ao incluir investigações na Educação Infantil, a obra desloca o debate para as infâncias, destacando o cotidiano escolar, os espaços e as práticas como dispositivos de produção de relações com a natureza. Assim, propõe a construção de espaços educadores sustentáveis que integrem ética, estética e política, reinscrevendo a Educação Ambiental como prática de resistência, invenção e esperança diante dos desafios contemporâneos.</jats:p>