Abstract
<jats:p>Este artigo discute o processo de alfabetização como transição da oralidade para a escrita, destacando a importância de compreender a alfabetização não apenas como domínio técnico do código alfabético, mas como prática social e cultural. A oralidade é apresentada como base fundamental da aprendizagem, pois permite que os alunos desenvolvam consciência fonológica, criatividade e criticidade. A escrita, por sua vez, é analisada como prática social que amplia horizontes, possibilita participação cidadã e promove emancipação intelectual. O texto também aborda os desafios enfrentados pela escola, como desigualdades sociais, desvalorização da oralidade e necessidade de formação docente contínua, além de apontar perspectivas que incluem metodologias inovadoras e uso de tecnologias digitais. Conclui-se que a alfabetização deve ser entendida como processo inclusivo e contínuo, capaz de articular oralidade e escrita para formar sujeitos críticos e participativos.</jats:p>