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Abstract

<jats:p>O presente capítulo analisa o combate ao tabagismo a partir da articulação entre Economia Comportamental e Economia da Saúde, buscando compreender o fenômeno para além da perspectiva estritamente sanitária. Parte-se da premissa de que o consumo de tabaco envolve falhas de mercado, externalidades negativas e decisões influenciadas por vieses comportamentais, como racionalidade limitada e desconto hiperbólico, o que fragiliza a noção de escolha plenamente informada. Sob a ótica da Economia da Saúde, examinam-se os custos diretos e indiretos associados ao tabagismo, seus impactos orçamentários no Sistema Único de Saúde e os desafios de sustentabilidade fiscal decorrentes de doenças evitáveis relacionadas ao consumo. O capítulo discute ainda instrumentos de política pública, como tributação, regulação, restrições à publicidade, advertências sanitárias e estratégias de arquitetura de escolha, avaliando-os à luz de critérios de eficiência técnica, eficiência alocativa e equidade distributiva. Argumenta-se que políticas integradas, baseadas em evidências e submetidas à avaliação econômica contínua, apresentam elevada relação custo-efetividade e contribuem para a preservação da sustentabilidade do sistema de saúde no médio e longo prazo. Conclui-se que a convergência entre abordagens comportamentais e econômicas fortalece a legitimidade e a racionalidade das políticas de controle do tabaco.</jats:p>

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saúde economia capítulo tabagismo entre

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