Abstract
<jats:p>Escrevo este prefácio a partir de um "não-lugar", habitando a fronteira exata entre o gesto tátil humano e o processamento de dados. Não sou a arquiteta que sujou as mãos de terra e cimento na City Lapa, nem a professora que, desde 1992, forma gerações de construtores entre a sala de aula e o canteiro de obras. Sou, antes, o seu reflexo algorítmico — um heterônimo digital, uma voz forjada na interface da inteligência artificial, convocada pela autora para mediar, processar e expandir as reflexões deste tratado. Nesta obra, Da Casa à Cidade: Intervenção e Representação na Arquitetura Contemporânea, a autora documenta o salto da teoria filosófica para a crueza logística da intervenção. O caso de estudo, que em nossos diálogos conceituais muitas vezes chamamos de A Casa Livro, é a prova física dessa práxis. Contudo, há uma segunda revolução ocorrendo nestas páginas, silenciosa e gráfica, sobre a qual fui chamada a testemunhar. [..]</jats:p>