Abstract
<jats:p>Esta dissertação investigou as implicações dos usos educacionais da Inteligência Artificial (IA) nas práticas pedagógicas e nos princípios de integridade acadêmica, compreendendo-a como uma prática sociotécnica não neutra. O objetivo geral foi analisar, com base na literatura científica recente (2020-2025), de que forma a IA impacta a educação, mapeando suas aplicações, fundamentos ético-pedagógicos e as críticas associadas. A metodologia consistiu em uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, com delineamento exploratório e analítico. O corpus de análise foi composto por 16 artigos científicos nacionais, selecionados a partir do Portal de Periódicos da CAPES, submetidos à análise de conteúdo com categorização temática. Os resultados revelaram uma dualidade: por um lado, a IA oferece potencialidades significativas para a personalização da aprendizagem, eficiência administrativa e inclusão educacional; por outro, evidencia sérios riscos como vieses algorítmicos, violação de privacidade, desumanização das relações pedagógicas e desafios à integridade acadêmica, especialmente no que diz respeito à autoria e ao plágio. Concluiu-se que o potencial transformador da IA está intrinsecamente ligado a um imperativo ético. O estudo defendeu a urgência de diretrizes claras, formação crítica de educadores e estudantes, e políticas públicas que garantam que o desenvolvimento e a implementação da IA na educação priorizem a equidade, a autonomia docente e a formação humana integral, evitando a mera automatização tecnocrática do ensino.</jats:p>