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Abstract

<jats:p>A presente pesquisa, por meio de uma revisão narrativa da literatura, objetivou analisar os principais fatores laborais associados ao adoecimento mental, bem como as estratégias organizacionais eficazes na mitigação desses agravos. A metodologia consistiu em uma busca sistematizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e SciElo, priorizando meta-análises, revisões sistemáticas e estudos de coorte publicados entre 2008 e 2024. A análise qualitativa dos resultados permitiu a identificação de três eixos centrais de risco: as demandas emocionais, caracterizadas pela necessidade de gestão constante de afetos; as interações interpessoais hostis, incluindo assédio e violência simbólica; e os altos níveis de cobrança, marcados por prazos rígidos e falta de autonomia. As conclusões indicam que tais fatores, quando não acompanhados de suporte institucional e reconhecimento, estão consistentemente associados ao desenvolvimento de burnout, ansiedade, depressão e ideação suicida. Evidencia-se que a mera adaptação individual do trabalhador, por meio de programas de gestão de estresse, é insuficiente, apontando-se a necessidade premente de intervenções organizacionais holísticas que transformem as condições estruturais do trabalho, promovendo autonomia, justiça relacional e ambientes psicologicamente seguros como caminhos para a efetiva promoção da saúde mental.</jats:p>

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Keywords

meio fatores associados mental como

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