Back to Search View Original Cite This Article

Abstract

<jats:p>A modernização da agricultura brasileira está pautada nos paradigmas da Revolução Verde e consolidou um modelo de desenvolvimento excludente que prioriza a grande escala e a monocultura exportadora. Nesse cenário, a agricultura familiar camponesa enfrenta o desafio de transitar de uma condição de mera sobrevivência para um modelo de sustentabilidade plena. O presente artigo analisa as transformações do meio rural brasileiro e os impactos sobre o campesinato, investigando como o papel mediador do Estado e das políticas públicas pode fomentar essa transição. A metodologia fundamenta-se em uma pesquisa qualitativa e exploratória, baseada em revisão bibliográfica e documental sob o método dialético, ancorada em evidências empíricas da dualidade do sistema agrário de Itaqui-RS. Os resultados indicam que, embora programas como o PRONAF, PAA e PNAE sejam fundamentais para a resiliência camponesa, a descontinuidade institucional e o isolamento geográfico de microrregiões distantes impõem barreiras severas à autonomia produtiva. Conclui-se que o fortalecimento da agricultura familiar exige uma agenda que contemple a transição agroecológica, a garantia de mercados institucionais e a revitalização da assistência técnica pública, reconhecendo o camponês como ator estratégico para a soberania alimentar e o equilíbrio climático no século XXI.</jats:p>

Show More

Keywords

agricultura para como modelo familiar

Related Articles

PORE

About

Connect