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Abstract

<jats:p>O livro "Teoria da Modernidade Dependente", de João dos Reis Silva Júnior (2026), propõe uma atualização das teorias clássicas da dependência para compreender as transformações do capitalismo contemporâneo, centrando a sua análise na dimensão temporal da subordinação das sociedades periféricas. A obra aponta o desafio de superar o foco de análise em âmbito econômico. Enquanto as teorias clássicas (como as de Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra) focavam-se na transferência de valor e na superexploração do trabalho, o autor argumenta que a dependência contemporânea se manifesta também como um controle do tempo histórico. O capitalismo financeirizado e o capital fictício passam a operar sobre o futuro, antecipando expectativas e convertendo-as em ativos financeiros. Isso gera uma compressão do tempo, onde o futuro deixa de ser um horizonte de planejamento coletivo para se tornar objeto de valorização econômica imediata. O livro sugere a criação de uma nova "episteme" capaz de nomear esta experiência de tempo sequestrado e instituições instáveis. Isso implica em uma resistência histórica que compreenda que o tempo não é neutro, mas uma forma de organização histórica, é o primeiro passo para as sociedades dependentes recuperarem a capacidade de imaginar e construir o seu próprio futuro. A obra é um diagnóstico crítico sobre como a aceleração do capitalismo financeiro "estreita o caminho" da história para as sociedades latino-americanas, tornando a luta pela preservação do tempo de pensar uma forma de resistência política.</jats:p>

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tempo para capitalismo sociedades como

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