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Abstract

<jats:p>A Classificada como a segunda maior ordem entre os mamíferos no Brasil e no Mundo, a ordem Chiroptera recebe este nome por incluírem animais que possuem suas mãos altamente modificadas e adaptadas ao voo ativo, nesse sentido a palavra Chiroptera deriva do grego: cheir (mão) e pteron (asa) (REIS et al., 2007). Os quirópteros são os conhecidos morcegos, sendo estes os únicos mamíferos capazes de realizar voo ativo. Esta habilidade possibilitou a dispersão das espécies por diversas áreas do Globo Terrestre, com a ocupação de diferentes habitats, bem como a sua diversificação na alimentação. De acordo com Moratelli e Peracchi (2007), os morcegos podem apresentar diferentes hábitos alimentares, com até oito categorias tróficas: carnívoros, frugívoros, hematófagos, insetívoros catadores, insetívoros aéreos, onívoros, nectarívoros e piscívoros. Por razão desta grande diversidade, os quirópteros são classicamente divididos em duas subordens, Megachiroptera e Microchiroptera (REIS et al., 2007). Sendo reconhecidas no Brasil nove famílias: Emballonuridae; Furipteridae; Molossidae; Mormoopidae; Phyllostomidae; Natalidae; Noctilionidae; Thyropteridae e Vespertilionidae. Dentre essas famílias, Phyllostomidae, que compreende os morcegos com apêndice nasal desenvolvido (folha ou ferradura), destaca-se como a mais diversa do Neotrópico em termos de biodiversidade, características morfológicas, hábitos alimentares e aspectos reprodutivos (REIS et al., 2007). Como característica importante, os filostomídeos são conhecidos como o grupo mais versátil na exploração de alimentos entre os quirópteros, podendo explorar frutos, néctar, pólen, folhas, insetos, vertebrados, sangue, entre outros (PASSOS; GRACIOLLI, 2004), possuindo grande importância para o Brasil e tornando este grupo um interessante objeto de estudo. Apresentam-se como a maior família Neotropical em número de espécies, tendo 90 espécies descritas (REIS et al., 2007), dentre estas, destaca-se a espécie foco deste trabalho, Artibeus lituratus, morcegos neotropicais, predominantemente frugívoros e pertencentes a subfamília Stenodermatinae (ZORTÉA, 2007). Sendo uma das espécies mais conhecidas no Brasil, A. lituratus apresenta grande abundância em quase toda área de distribuição, com presença destacada em ambientes urbanos, além de não ser considerada ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) (ZORTÉA, 2007). Os morcegos da espécie A. lituratus (Olfers, 1818) apresentam grande porte, com antebraço podendo passar de 75 mm e peso acima de 75 g e coloração predominantemente marrom-chocolate, embora possa ocorrer variação regional com indivíduos mais acinzentados. Apresentam listras brancas faciais evidentes (REIS et al., 2007). São morcegos que apresentam uma folha nasal, característica da família Phyllostomidae, sendo esta bem desenvolvida. De tal maneira, suas listras faciais claras se estendem da folha nasal até as orelhas (SOUSA, 2011). Em aspectos da sua reprodução, sendo um dos grupos de mamíferos mais diversificados, os morcegos apresentam padrão reprodutivo altamente variado, entretanto existem poucos trabalhos sobre a biologia reprodutiva de morcegos, pouco se conhecendo sobre os seus aspectos morfológicos e fisiológicos (ALBERNAZ, 2018). Em A. lituratus, o período reprodutivo varia geograficamente e, no Brasil, pode apresentar um padrão de poliestria bimodal, caracterizado pela ocorrência de dois estros ao longo do ano (REIS et al., 2007). No entanto, outros autores, como Sousa (2011), classificam A. lituratus como espécie poliéstrica assazonal, reproduzindo-se durante a maior parte do ano, permanecendo inativas apenas por um curto período. Andrade et al. (2023) demonstram que A. lituratus apresenta, no Cerrado brasileiro, padrão contínuo de produção de espermatozoides ao longo do ano, mas que é regulado pela receptividade da fêmea à cópula devido à adaptação do ciclo reprodutivo feminino às mudanças ambientais locais. Portanto, existe um padrão reprodutivo poliéstrico bimodal sazonal, com os períodos de maior produção de espermatozoides ocorrendo em setembro e março. Em espécies tropicais, os ciclos reprodutivos estão profundamente relacionados com a estação do ano. Os fatores climáticos (temperatura e pluviosidade), bem como a disponibilidade de alimento influenciam diretamente nos ciclos reprodutivos, possibilitando diferentes alternativas, desde padrões monoéstricos e poliéstricos bimodais, até espécies que se reproduzem ao longo de todo o ano (SOUSA, 2011).</jats:p>

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como 2007 morcegos reis espécies

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