Abstract
<jats:p>As comunidades Quilombolas destacam-se por suas histórias de resistências, lutas e por preservar a cultura afro-brasileira e manter firme a sua relação com o território, natureza e ancestralidade. Esses espaços socioterritoriais são marcados pelo uso coletivo da terra, práticas sustentáveis e a valorização dos saberes tradicionais, que são transmitidos por gerações, conforme discutido no trabalho de extensão desenvolvido na comunidade. O presente livreto tem por objetivo apresentar de forma adaptada e acessível as atividades desenvolvidas na comunidade quilombola Saco das Almas, no município de Brejo-MA, destacando a construção coletiva de maquetes e a realização de práticas com estratégias pedagógicas inclusivas. Esse material é adaptado do relatório de extensão elaborado pelos autores, com o objetivo de tornar as informações mais acessíveis e didáticas, mantendo os conceitos e resultados da pesquisa original. As atividades foram realizadas com estudantes de Geografia do Programa Ensinar da Universidade Estadual do Maranhão, em parceria com o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Questão Agrária e Movimentos Sociais do Campo (GEPQAM). A atividade ocorreu na comunidade quilombola Vila das Almas, com a participação de professores e alunos, tendo como objetivo principal a criação de materiais acessíveis para o ensino de noções espaciais, especialmente voltados ao Ensino Fundamental II e Ensino Médio, além de incentivar metodologias ativas e colaborativas no ensino de Geografia. As atividades foram desenvolvidas dentro do contexto marcado por relações diretas, com o território, natureza e práticas do cotidiano local. A comunidade tem características típicas do interior maranhense, onde a vivência dos sujeitos está diretamente ligada ao uso da terra, às atividades agrícolas e a organização comunitária. Nesse contexto, o educador assume o papel relevante para com o espaço e a construção do conhecimento, articulando os seus saberes com as experiências vividas pelos alunos. Essa proximidade entre a escola e a comunidade faz com que seja possível o desenvolvimento de práticas educativas que dialogam com a realidade e tornam o processo de aprendizagem mais significativo e contextualizado, valorizando a participação, o trabalho coletivo e a construção dos saberes a partir da realidade dos participantes.</jats:p>