Abstract
<jats:p>Digo que preciso publicar, pois preciso que esse história apareça citada fundamentando minha dissertação de mestrado. Trata-se de uma história real refletida uma saga ou drama. Que envolve diversidade, tolerância e muita resiliência somado a foco e empreendedorismo, atravessando os anos da segunda metade do século de 1800 até 1985, quando faleceu o personagem central da história, José Batista Pinheiro. O pai desse cidadão, foi posto em um navio que partia de Portugal para o Brasil, adolescente aqui foi criado por uma preta cozinheira da fazenda de escravos, a quem teria prometido não judiar com escravo se virasse capataz. O que aconteceu, ele trabalho a vida quase toda, e tudo foi depositado na fazenda, porém os herdeiros negaram que ele teria algo para receber. Ele se chamava Manuel, morreu mendigo na miséria, mas momentos antes de partir exigiu que o José, filho mais novo, se comprometesse a aprender ler, a não ter medo e sair da baixada fulminasse. Isso foi seguido e o José veio para Minas Gerais, em 1919, região de Manhumirim, que é uma cidade que disputa influência religiosa em guerra pesada, com Alto jequitibá, cidade vizinha a cinco quilômetros. O José veio e morou na casa de presbiterianos, mas a mãe não permitiu que ele continuasse presbiterianos. Assim, ficou nas duas Igreja, sem guerra. Mas casou-se com Regina, que seguia na baixada fluminense as religiões de matriz africana. Em meio a isso, o José conseguiu tirar proveito de toda essa diversidade em meio a uma guerra de polarização religiosa na sociedade. Comprou sua terra, virou professor.</jats:p>