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Abstract

<jats:p>Este livro nasce da compreensão de que a saúde contemporânea atravessa uma transformação estrutural impulsionada pelas tecnologias digitais. Ao longo dos capítulos, buscou-se analisar de forma crítica e fundamentada como a digitalização reconfigura práticas assistenciais, modelos de gestão, formação profissional e relações éticas no cuidado. Mais do que um mapeamento de ferramentas, a obra propõe uma reflexão integrada sobre os impactos da inovação tecnológica na construção de um sistema de saúde mais eficiente, acessível e humano. Desde o primeiro capítulo, dedicado à Saúde Digital na era contemporânea, evidencia-se que a transformação não se limita à adoção de dispositivos ou plataformas, mas envolve mudanças profundas na organização do Sistema Único de Saúde, na governança de dados e na coordenação do cuidado. A discussão sobre infraestrutura digital, telemedicina, ecossistemas de inovação e desafios regulatórios estabelece a base conceitual que sustenta toda a obra, articulando tecnologia, política pública e equidade social. Nos capítulos seguintes, a atenção volta-se às tecnologias assistivas, aos sistemas digitais de gestão do cuidado e à segurança do paciente, demonstrando como a inovação pode ampliar autonomia, reduzir riscos e qualificar processos assistenciais. Ao tratar de prontuários eletrônicos, monitoramento remoto e integração de dados, o livro reforça que a eficiência tecnológica deve caminhar lado a lado com responsabilidade ética e compromisso com a proteção das informações sensíveis. A obra também avança para campos altamente especializados, como robótica cirúrgica, implantodontia digital e biotecnologia aplicada à regeneração óssea, evidenciando que a inovação biomédica contemporânea combina precisão tecnológica, conhecimento molecular e fluxos digitais integrados. Nesses contextos, a discussão ultrapassa o entusiasmo técnico e problematiza aspectos formativos, regulatórios e de responsabilidade profissional. No campo da oncologia, das intervenções psicológicas mediadas por tecnologia e da inteligência artificial aplicada à saúde mental, o livro amplia o debate ao incorporar dimensões subjetivas, relacionais e éticas. A análise da telepsicologia, dos agentes virtuais e dos algoritmos na prática clínica demonstra que a inovação não elimina o humano, mas redefine suas formas de presença, vínculo e cuidado. Outro eixo estruturante da obra é a formação profissional. Ao discutir educação em saúde digital, competências tecnológicas e aprendizagem interprofissional, o texto reafirma que nenhuma transformação tecnológica se sustenta sem profissionais preparados para atuar de forma crítica, ética e tecnicamente qualificada. A formação emerge, assim, como elemento estratégico para garantir que a tecnologia permaneça instrumento e não finalidade do cuidado. Ao longo dos capítulos, mantém-se como fio condutor a preocupação com equidade, sustentabilidade e governança. A digitalização pode fortalecer o SUS, ampliar acesso e qualificar decisões baseadas em dados; contudo, também pode ampliar desigualdades se não for acompanhada de políticas públicas integradas, infraestrutura adequada e regulação consistente. Essa tensão entre potencial e risco atravessa toda a construção argumentativa do livro. Esta obra, portanto, convida o leitor a compreender a saúde digital como processo histórico em construção, marcado por avanços significativos e desafios complexos. Ao integrar fundamentos teóricos, evidências científicas e análise crítica, busca-se contribuir para o debate acadêmico e profissional, oferecendo subsídios para uma prática em saúde que seja, ao mesmo tempo, tecnologicamente avançada, socialmente justa e profundamente humana.</jats:p>

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Keywords

saúde como cuidado obra inovação

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