Abstract
<jats:p>A coleção “Cadernos de Estudos DAC” dedica-se à reflexão crítica sobre temáticas ambientais a partir de diferentes campos do saber. Além de fomentar a produção docente e, principalmente, discente, a proposta é apresentar capítulos sintéticos, porém densos e rigorosos, que sirvam como chave de interpretação de obras selecionadas para a temática de cada volume. Neste esforço são analisadas e problematizadas categorias centrais naquela matéria, compondo um arsenal de conceitos, categorias e argumentos, além de um guia de estudos e referencial bibliográfico. Alinhados a esse propósito, viemos propor, neste volume, a discussão de 23 obras que contêm lições fundamentais para o estudo da (in)justiça ambiental. A publicação é fruto da parceria do DAC com pesquisadores e pós-graduandos de variadas instituições de ensino superior, notadamente os pertencentes ao Grupo de Pesquisa Direito, Democracia e Participação Cidadã da Unochapecó. Conceito emergente não apenas da Universidade, mas também de movimentos sociais e políticos, a justiça ambiental é um termo polissêmico e interdisciplinar. Ao mesmo tempo em que demanda a (re)distribuição equitativa dos benefícios e riscos ambientais, entre os diferentes grupos sociais, a noção carrega um sentido de justiça intergeracional, característico do problema ambiental e ecológico, tendo em conta a ética e a epistemologia que lhe são subjacentes. A polissemia do termo justiça ambiental decorre não apenas da multiplicidade de acepções sobre “justiça” e “ambiente”, mas também das diferentes interpretações, abordagens e necessidades decorrentes de cada contexto cultural, social, econômico, político e acadêmico.</jats:p>