Abstract
<jats:p>A carga das doenças induzidas pelo Papilomavírus Humano (HPV) no Brasil constitui uma emergência de saúde pública persistente. Dados do INCA (2026–2028) projetam um cenário alarmante com a expectativa de 781 mil novos casos de câncer por ano, incluindo 19.310 de câncer de colo de útero e 17.190 diagnósticos anuais de câncer de cavidade oral. O caráter crítico dessa epidemiologia é agravado pelo fato de que o câncer de colo uterino ser a primeira causa de morte entre mulheres até os 35 anos e os cânceres de cabeça e pescoço ter 80% dos tumores detectados em estágios avançados, resultando em prognósticos desfavoráveis. Neste contexto, o I Fórum Nacional HPV ABPTGIC (27/02/2026) estabeleceu um marco institucional imperativo, unificando as condutas de diversas especialidades para enfrentar o vírus de forma coordenada e baseada em evidências de alto nível. Com participação das Sociedades Brasileiras de Imunização, de Urologia, Proctologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia. Este consenso estabelece a vacina nonavalente (HPV9) como o novo padrão-ouro preventivo, representando um salto qualitativo em relação às tecnologias anteriores. Ao ampliar o espectro de proteção, a HPV9 eleva a cobertura preventiva de 70% para aproximadamente 90% dos cânceres de colo de útero.</jats:p>