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Abstract

<jats:p>A obra interpreta as relações mantidas pela liderança da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) com os governos da ditadura militar, por meio do exame de dois eventos datados de 1970, em plena fase de recrudescimento da repressão imposta pelo regime discricionário. O primeiro evento foi a V Assembleia Geral da Federação Luterana Mundial (FLM), prevista e preparada para acontecer no Brasil, em Porto Alegre, mas transferida para a França. O motivo foi a divergência entre a liderança nacional e a FLM sobre a veracidade e o significado das denúncias de violações aos Direitos Humanos praticadas pelo Estado brasileiro. Não obstante a censura vigente no Brasil, as denúncias circulavam pelas agências internacionais, sensibilizando a FLM. Por seu turno, a liderança da IECLB colocava em descrédito tais denúncias e convidara o presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, a participar da abertura do evento. Mais do que expressar as relações institucionais mantidas com o chefe do Estado ditatorial, esse ato tinha correspondência no apoio às políticas governamentais. O segundo evento foi o VII Concílio Geral da IECLB, ocorrido em outubro daquele ano, em Curitiba, no qual foi produzido um manifesto que, além de sistematizar outras questões, amalgamou uma memória oficial sobre os temas que motivaram o impasse anterior.</jats:p>

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Keywords

liderança brasil ieclb evento denúncias

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