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Abstract

<jats:p>São diversos os fios que tecem as culturas do trabalho, entre elas, a cultura do trabalho associado. Atravessado por relações de gênero, raça/etnia, religiosidade, amorosidade, solidariedade e outras dimensões ético-políticas do fazer-se humano, o trabalho associado constitui-se como unidade básica dos processos de reprodução ampliada da vida. No contexto da produção destrutiva do capital, que desafia as forças da natureza (e entre elas, a vida humana), trabalhar de forma associada pode se tornar uma questão de sobrevivência. Como prática educativa e experiência da classe, potencializa territórios de luta por relações seres humanos/natureza, economia e cultura fundadas no valor-comunidade. A economia popular e solidária é um desses territórios. Por isso, é uma alegria e, ao mesmo tempo, um presente, ter em mãos uma coletânea de artigos de vários autores/as que socializam resultados de longas, árduas (e prazerosas) jornadas de estudos e pesquisas coordenadas por Maria Clara Bueno Fischer (UFRGS) sobre trabalho-educação e, em particular, trabalho associado e educação. Os textos nos indicam que a cultura do trabalho vai se revelando quando reveladas suas fontes primeiras: o trabalho e os saberes que o tecem, cotidiana e historicamente no conjunto das relações sociais de produção da vida. Com certeza, os leitores e leitora vão se deleitar com os “saberes em (trans)formação na economia popular e solidária”.</jats:p>

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Keywords

trabalho cultura associado relações vida

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