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Abstract

<jats:p>Este trabalho tem como objetivo analisar o bullying escolar como mecanismo cotidiano de classificação social na escola pública. Em diálogo com a Sociologia da Educação e das desigualdades, parte-se da crítica às abordagens que reduzem o fenômeno a conflitos interpessoais ou desvios individuais, buscando compreendê-lo como prática social atravessada por relações de poder, estigmatização e produção de hierarquias entre estudantes. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas realizadas com professores de escolas públicas de Campina Grande-PB. O material empírico foi analisado por meio da análise de conteúdo, conforme Bardin (2002), mobilizando referenciais da Sociologia da Educação e das desigualdades para compreender como determinados atributos corporais, comportamentais e relacionais são associados às práticas de bullying no cotidiano escolar. Os resultados indicam que as narrativas docentes revelam processos de classificação social que convertem diferenças em posições desiguais entre estudantes, produzindo relações assimétricas de poder. Conclui-se que o bullying ultrapassa a dimensão interpessoal, constituindo uma prática social vinculada à produção e à reprodução de desigualdades no espaço escolar, além de evidenciar a naturalização de formas cotidianas de violência nas interações escolares.</jats:p>

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Keywords

como social bullying escolar desigualdades

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