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Abstract

<jats:p>Este livro reconstrói, em linguagem clara e rigor conceitual, a trajetória que leva da fenomenologia clássica à teoria da democracia deliberativa de Jürgen Habermas, articulando fundamentos, crítica e aplicação contemporânea. A Parte I acompanha o deslocamento do “eu” ao “nós”: de Husserl (mundo da vida) e Heidegger (ser-no-mundo) a Merleau-Ponty e Sartre (corporalidade e liberdade), passando por Weber (ação social, racionalização) e suas releituras na racionalidade comunicativa. A obra integra ainda a crítica pós-estruturalista (Nietzsche, Derrida, Foucault, Deleuze, Lyotard) e a análise do eu (Freud, Mead, Durkheim), preparando o terreno para um conceito de comum que não apaga a diferença. A Parte II acompanha a evolução do projeto habermasiano: da Mudança Estrutural da Esfera Pública às crises de legitimação do capitalismo tardio; da Reconstrução do Materialismo Histórico e da crítica à pós-modernidade à arquitetura normativa de Direito e Democracia e A Inclusão do Outro; culminando no diagnóstico da nova esfera pública em rede, sob plataformas, algoritmos e economias de atenção. Ao propor pontes institucionais entre esferas públicas “fracas” e “fortes”, o livro atualiza o ideal da razão comunicativa como prática de aprendizagem social, reconhecimento e justiça. Com glossários essenciais por capítulo, leituras de apoio e quadros de síntese, a obra funciona como mapa conceitual e guia didático. Seu fio condutor é uma tese simples e exigente: a modernidade permanece um projeto inacabado cuja vitalidade depende de manter aberto o circuito linguagem → direito → democracia, protegendo a força do melhor argumento em sociedades plurais e digitalizadas.</jats:p>

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Keywords

democracia crítica livro linguagem conceitual

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