Abstract
<jats:p>Esta obra explora a governança climática das cidades. Há instrumentos de política pública voltados para a questão climática, mas eles não são tratados com a centralidade exigida. Ao contrário, prevalece uma setorialização que dissocia a política climática das políticas ambientais, cuja implementação é frequentemente prejudicada pela falta de coordenação e pela priorização de interesses imediatos em detrimento da resiliência a longo prazo. A falta de diálogo entre os diversos setores da administração pública, as universidades e movimentos sociais representativos da população impede um enfrentamento efetivo da crise climática nas cidades e regiões. Raça, classe e gênero são fatores que determinam como os efeitos e impactos das mudanças climáticas serão sentidos e o poder público não pode tomar decisões desconsiderando este fato. É necessário criar e multiplicar espaços de diálogo e integração que potencializam processos de governança para a gestão integrada das políticas públicas, a visão de médio/longo prazo no planejamento urbano e a construção de processos participativos considerando o aumento da capacidade adaptativa nos territórios urbanos. Esta obra integra a coleção Agenda Política Pública.</jats:p>