Abstract
<jats:p>O livro Insistir no Comum: disposições transversalistas na pesquisa e nas práticas profissionais resultou da disciplina “Instituições, modos de subjetivação e produção do comum”, ofertada no Programa de Pós-graduação em Psicologia Social do IPUSP em 2025, que se propôs a trabalhar as ideias-força de comum e coletivo na perspectiva de Pierre Dardot e Christian Laval e de transversalidade na perspectiva de Felix Guattari, em diálogo com as experiências grupais, transversais e coletivas que animam as pesquisas, a vida profissional e os ativismos dos participantes da disciplina. Neste encontro com pós-graduandos da psicologia, arquitetura, direito, educação, saúde coletiva, os desafios da “produção do comum” ganharam materialidade na escrita em torno de dispositivos de intervenção em saúde coletiva e de ação em rede, da reflexão sobre a micropolítica do trabalho nas encruzilhadas das políticas públicas e da construção de caminhos e trincheiras para “instituir” e insistir no comum, especialmente quando persistem dispositivos de produção da separação e do isolamento. Em tempos de política de inimizade, como aponta Achille Mbembe, com a multiplicação das clausuras, das guerras, das fronteiras e do desejo de apartheid, as experiências aqui compartilhadas, assim como a experiência da sala de aula que gestou esta coletânea com textos dos participantes da disciplina, se fazem espaços de produção de uma política da amizade e de imaginação política para insistir no comum.</jats:p>